POR QUE OS ADICTOS E SEUS FAMILIARES DEMORAM TANTO TEMPO PARA ACEITAR A DOENÇA

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POR QUE É UMA DOENÇA TÃO DIFÍCIL DE ASSUMIR, TANTO PARA O DEPENDENTE QUÍMICO QUANTO PARA SEUS FAMILIARES?

Um dos fatores que dificultam a aceitação da doença pelo próprio dependente, como também por sua família, é o fato de que é uma patologia que abrange vários aspectos do indivíduo: individual, social, familiar, profissional, financeiro e espiritual. Portanto, atinge o indivíduo e sua família em uma questão frágil e delicada que é o âmbito moral.  O dependente acredita erroneamente que não consegue viver sem a droga e se admitir como usuário patológico, corre o risco de ficar sem o que se tornou primordial para ele, o que o imobiliza e o impede de buscar o tratamento.

A dependência química é causadora de inúmeras perdas… não só para os dependentes como também para seus familiares e afetos. Perdem o amor próprio, perdem afetos, amores, empregos e, com isso a estabilidade financeira; perdem a determinação, a confiança e a energia vital, suficientemente capazes de transformar miséria em dignidade, violência em harmonia e paz, dor em amor e descrença em esperança.

Infelizmente, é necessário que o adicto vivencie perdas significativas e profundas para sair do processo de negação de sua doença e buscar ajuda e o tratamento adequado.

Em contrapartida, em recuperação, resgatam a alegria, o sorriso, a capacidade de renovação e, principalmente, o que têm de mais precioso: A PRÓPRIA VIDA!

Não existem ruas sem saídas. Para os dependentes químicos não é diferente. Mesmos nas ruas mais escuras e sombrias ele precisa virar o corpo e, com determinação, trilhar o caminho inverso que logo encontrará a recuperação e a luz.

Se a cura da dependência química ainda não foi totalmente descoberta, alegremo-nos com o fato de que a recuperação é possível!

O processo de recuperação de um dependente químico é um convite a um reencontro consigo mesmo. Quem se dispuser a realizá-lo, com certeza se abrirá para a transformação.

Que a recuperação seja o principal agasalho de quem está indo rumo à liberdade, à serenidade e à paz! E que o percurso da viagem seja aquecido pela determinação, pela cadência de movimentos e, principalmente, pela esperança de um desembarque tranquilo e seguro, numa calorosa terra chamada sobriedade.

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Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

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