O CONJUNTO COMPLETO DE QUADRINHOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS (1968 – 1974)

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O CONJUNTO COMPLETO DE QUADRINHOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS (1968 – 1974)

Tradução: Marília Teixeira Martins

ISTO ACONTECEU COM ALICE

 

Tradução: Marília Teixeira Martins

ESTA É ALICE. ELA TRABALHA NO SUPERMERCADO LOCAL. 

Homem: – Hora de ir embora!

Morena: – O que você acha de pararmos para um drink, Alice?

Alice: – Excelente ideia!

ELA TOMOU UMA CERVEJA COM SUA AMIGA DEPOIS DO TRABALHO. 

Alice: – Que dia eu tive! Isso me ajuda a relaxar.

ALICE TEM UM NAMORADO QUE É CAMINHONEIRO. ELES SAÍRAM JÁ QUE HOJE ELE ESTÁ NA CIDADE.

Alice: – Eu gostaria que você não precisasse viajar tanto, Tom!

Tom: – Isso faz parte do meu trabalho, Alice!

FINALMENTE TOM E ALICE SE CASARAM. O FUTURO DELES PARECE BRILHANTE. 

Tom: A nós!

ALICE É MUITO FELIZ SENDO ESPOSA E MÃE…

MAS O TRABALHO DE TOM O MANTÉM MUITO TEMPO LONGE DA CIDADE E ELA FREQUENTEMENTE FICA SOZINHA E NERVOSA. 

Alice: – Papai vai voltar na sexta, Tommy!

ELA TENTOU O SEU MELHOR PARA SE MANTER OCUPADA.

UM DRINK FAZ ELA SE SENTIR MELHOR.

Alice: – Isso vai me ajudar a continuar…

ALICE SAIU COM SEUS VELHOS AMIGOS… FICOU FORA MAIS TEMPO QUE O PLANEJADO. QUANDO VOLTOU A BABÁ ESTAVA FURIOSA! 

Alice: – Desculpe Senhora Murdock! Isso não acontecerá novamente!

Senhora Murdock: – Acho que você estava bebendo como de costume!

ENTÃO EM UMA NOITE SOLITÁRIA…

Voz ao telefone: – Venha Alice! Apenas um drink conosco!

Alice:– Bem, eu acho que Tommy ficará ok. Ele parece estar em sono profundo!

ALICE VOLTOU PARA CASA E VIU UMA CENA DE TERROR…

Alice: – Meu bebê! Meu bebê!

Bombeiro: – Ele está seguro!

Senhora de chale:  – Que mãe ela é! Disseram que ela deixou seu bebê sozinho e saiu para beber!

ELA FOI LEVADA A JULGAMENTO… 

Juiz: – Como é seu primeiro deslize eu deixarei por isso mesmo, mas apenas se você prometer que nunca mais deixará a criança sozinha!

TOM ESTAVA FURIOSO…

Tom: – Você está estragando nosso casamento! Você me desgraçou em frente de toda a vizinhança!

Alice: Por que você me culpa? O problema é que você me deixa sozinha o tempo todo!

Alice: – Esses estúpidos vizinhos deveriam cuidar de seus próprios negócios! Eles estão sempre me espionando!

POR DENTRO ELA ESTAVA ASSUSTADA E PREOCUPADA, E TENTOU ESCONDER SUA BEBIDA DO MARIDO.

MAS TOM ACHOU…

Tom: – Alice, nós não podemos continuar como estamos! Eu acho que você precisa dos ALCOÓLICOS ANÔNIMOS!

Alice: – É isso que você pensa?… Que sou uma bêbada desvairada?

TOM INSISTIU E ALICE LIGOU PARA O A.A. E DUAS BELAS MULHERES VIERAM VISITÁ-LA. 

Mulher de vestido verde: – Eu também nunca havia pensado que o alcoolismo era uma doença, Alice. Mas, o A.A me mostrou que é!

ELA CONCORDOU EM IR A UMA REUNIÃO DE A.A.

Mulher de vestido verde: – Relaxe Alice, você vai gostar das pessoas!

Grace: – Boa noite! Meu nome é Grace e esta é Jane. Todos aqui sabem exatamente como você se sente. Nós temos passado pelo mesmo, ou pior!

ALICE FICOU IMPRESSIONADA COM AS COISAS QUE ELES DISSERAM SOBRE ELES MESMOS.

Mulher de blusa laranja: – Eles me puseram na cadeia por dirigir embriagada.

Homem:  – Eu vim para a minha primeira reunião quando eu estava numa Instituição Mental.

Mulher de blusa verde: – Lembre-se Alice, você tem meu número de telefone se precisar de ajuda.

ALICE CONTOU AO TOM SOBRE A REUNIÃO.

Alice: – Foi uma boa noite, mas eu não tenho problema que estas pessoas têm. Eu consigo parar na hora que eu quiser e, tudo por mim mesma.

MAS ISSO É MAIS FÁCIL FALAR DO QUE FAZER. ALGUMAS SEMANAS DEPOIS ELA DECIDIU QUE IRIA TOMAR UM COPO E PARAR.

TOM CHEGA EM CASA CEDO E ENCONTRA ALICE BÊBADA NOVAMENTE.

Tom: – Estou levando Tommy para minha mãe. Eu tenho um grande trabalho a fazer e vejo que eu não posso confiar em você para cuidar dele! Endireite-se ou nós vamos embora!

ALICE SE EXALTA.

Alice: – Você e sua mãe! Vocês todos estão contra mim!

SOZINHA… SOLITÁRIA… COM MEDO… ALICE PENSA QUE A SUA ÚNICA AMIGA É A BEBIDA.

ELA PENHORA SEU RELÓGIO PARA COMPRAR UMA GARRAFA.

DOENTE E ASSUSTADA, ELA LEMBROU DAS PESSOAS AMIGÁVEIS QUE CONHECEU NO A.A.

Mulher de blusa verde: – Lembre-se Alice, você tem meu número de telefone se precisar de ajuda.

ALICE NÃO QUERIA DESISTIR DE TODA A DIVERSÃO QUE ERA BEBER, MAS ELA LIGOU PARA A MULHER DE A.A. PEDINDO AJUDA.

Voz ao telefone: – Aguente firme Alice, nós já estaremos aí!

ELA CONTINUAVA A NÃO ACREDITAR QUE TINHA UM PROBLEMA REAL COM AS BEBIDAS.

Mulher de vestido amarelo: – Eu sei que se eu não tomar o primeiro gole eu não vou ficar bêbada.

Mulher de óculos: – Eu aprendi a viver sem o álcool um dia de cada vez.

AS AMIGAS DE ALICE A LEVARAM PARA OUTRA REUNIÃO DE A.A. NA QUAL ELA APRENDEU QUE O ALCOOLISMO É UMA DOENÇA PROGRESSIVA.

Mulher de vestido amarelo:  – Eu bebia apenas nos fins de semana. Eu não achava que isto era alcoolismo.

Senhora de cabelos brancos: – Eu perdi minha casa e minha família por causa da bebida, e tive que ir para um asilo.

Morena: – Ficar sóbria é a coisa mais importante da minha vida!

ALICE OUVIU COMO OS MEMBROS DE A.A. ACREDITAVAM EM UM PODER MAIOR QUE ELES.

Alice: – Mas eu não sou religiosa.

Morena: – Isto não importa.

Morena: – A.A’s sabem que precisam de ajuda, seja de outros A.A’s ou seja do que chamam de Poder Superior.

PELA PRIMEIRA VEZ EM SUA VIDA ALICE OLHOU PARA SI.

Alice: – Eu sei agora que sou alcoólatra e sei que consigo ficar sóbria no A.A.

ALICE GOSTOU DO JEITO QUE AS PESSOAS DO A.A. DIZIAM VERDADES SOBRE ELAS MESMAS.

Alice pensa: Eles não sentem medo ou vergonha. Eles estão felizes e talvez eu também possa ficar.

ENTÃO UM DIA… UMA LIGAÇÃO DE TOM

Tom: – Eu estou indo para casa amanhã, Alice!

Alice: – Oh, é claro Tom. Maravilha!

ALICE FICOU EM PÂNICO.

Alice: – E se ele quiser o divórcio e me tirar o meu Tommy?
Eu preciso mostrar a ele que eu estou bem. Preciso de uma bebida para me acalmar!

NO CAMINHO PARA A LOJA DE BEBIDAS ALICE LEMBROU SOBRE O PRIMEIRO GOLE E ENTÃO LIGOU PARA UMA AMIGA DE A.A.

Alice:– Tom está voltando para casa e eu estou assustada!

Amiga ao telefone: – Não se preocupe Alice, você vai ficar bem. E lembre-se: fique longe das bebidas.

OLHANDO AGRADAVELMENTE, ELA CUMPRIMENTA TOM

Tom: – Você está ótima, Alice!
Alice:  – Obrigada, Tom! E o mais importante de tudo: Obrigada por me ajudar a encontrar o A.A.

ALICE LEVOU TOM PARA UMA REUNIÃO DE A.A

Alice: – Este é o meu marido Tom. Com certeza não era agradável para ele ter uma bêbada como esposa.

NO DIA SEGUINTE UMA DAS ANTIGAS AMIGAS DE BEBIDA DE ALICE PEDE POR AJUDA.

Alice: – Eu realmente não desisti de nada quando parei de beber. Eu me livrei de um problema muito grande, graças ao A.A.

UM NOVO BEBÊ VEIO PARA AUMENTAR A FELICIDADE…

Tom: – Por um tempo, eu pensei que nunca pudesse ser assim, querida!

Alice: – Assim com meu bebê, estou aprendendo a caminhar um passo de cada vez. A vida parece melhor para mim a cada dia no A.A. Eu estou aprendendo a ser o tipo de mulher que eu sempre quis ser.

FONTE: Ethan Persoff, http://www.ep.tc

 

 

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Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

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