PRECISAMOS COMER MAIS MORANGOS.

0
687

Em 1987 o grande escritor e psicanalista Rubem Alves lançou a “Coleção Estórias para pequenos e grandes.”

Esta semana, relendo uma de suas estórias desta coleção, “Os morangos” encontrei uma definição de Serenidade feita pelo autor de uma forma bem interessante e didática, a qual transcrevo logo abaixo.

Às vezes, em situações difíceis, precisamos parar um pouquinho, pensar um pouquinho para agirmos com serenidade e sabedoria. Quem sabe saboreando um delicioso morango para nos lembrar que Serenidade é estar bem, apesar de…

Marília Teixeira Martins

OS MORANGOS
Por Rubem Alves

“Há morangos ao alcance da mão, mesmo pendurados sobre o abismo. Tudo é uma questão de ver e colher.”

Lá, muito longe, do outro lado do mundo, num país onde o sol aparece quando aqui as estrelinhas começam a piscar.
Lá, quando as crianças vão para a cama, os seus pais lhes contam a seguinte estória:

Um homem ia feliz pela floresta quando, de repente, ouviu um urro terrível.

ERA UM LEÃO.

Ele teve muito medo e começou a correr.
O medo era muito, a floresta era fechada.
Ele não viu por onde ia e caiu num precipício.

No desespero agarrou-se a uma raiz de árvore, que saía da terra.
Ali ficou, dependurado sobre o abismo.

De repente olhou para a sua frente: na parede do precipício crescia um pezinho de morangos.

Havia nele um moranguinho, gordo e vermelho, bem ao alcance da sua mão.

Fascinado por aquele convite, para aquele momento, ele colheu carinhosamente o moranguinho, esquecido de tudo mais.

E o comeu.
Estava delicioso!…
Sorriu, não sabia de que na vida houvesse coisas tão belas.

 

 

Previous articleVOCÊ SABE O QUE É H.A.L.T.?
Next articleMACIEIRA OU LIMOEIRO? Eis a questão.
Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome