DICAS PARA SE PROTEGER EM FESTAS E EVITAR A RECAÍDA Segunda Parte

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LIDANDO COM OS PENSAMENTOS

É comum os pensamentos do dependente químico se voltarem para a bebida e a droga nestas festas, levando-o a algumas lembranças de “alegrias” passadas. Mas não se esqueça de que hoje você pode lidar melhor com seus pensamentos, sentimentos e comportamentos e que estes não são mais como antes, quando o invadiam e o convidavam a sentir o desejo de beber ou de se drogar.

Hoje, seus pensamentos devem ser de recuperação e não mais de “ativa”.  E cada pensamento por você alimentado ou cultivado pode levá-lo a um sentimento e comportamento de igual força, contribuindo para o impulso de beber ou se drogar.

Portanto, ficando atento e identificando esses pensamentos, principalmente os relacionados à época da “ativa”, as chances de recair diminuem consideravelmente ou então, extinguem-se.

Assim, mudando sua forma de pensar, você poderá continuar sua caminhada na abstinência e sobriedade, reforçando mais uma vez sua recuperação.

Por tudo isso, sugere-se que se pense nas conseqüências danosas que as drogas lhe causaram e por outro lado, que sejam reforçados os benefícios que obteve com a recuperação, enumerando racionalmente os pontos negativos de seu passado e os pontos positivos atuais alcançados com sua sobriedade.

Repita mentalmente algumas palavras e frases aprendidas e utilizadas em sua recuperação, como: “Eu posso ficar sem me drogar”, “Sou capaz de ficar limpo”, “Hoje posso escolher não beber ou não me drogar”, “É só por hoje”, etc.

Não dirija seu foco para o prazer que a droga lhe trazia, mas, sobretudo para o desprazer que sentia nos últimos tempos de “ativa”. Hoje você está sóbrio e abstêmio e isso já faz parte da sua vida e do seu dia-a-dia. Portanto, é capaz de ficar mais um dia, só por hoje, sem beber ou se drogar.

Não alimente e nem se iluda com a ideia de que pode beber só um pouco ou de forma controlada, ou que pode beber a cerveja sem álcool nesta época, e que assim que a comemoração passar você pode e consegue parar.

Lembre-se sempre que cada pensamento por você alimentado o leva a um desejo de igual força e a uma ação baseada nesses dois itens.

É sabido que os pensamentos negativos nos convidam para sentimentos também negativos e desconfortáveis. Por isso, pense de forma positiva, afirmativa e pró-ativa sobre você e sobre todo o seu processo de recuperação.

SENTIR, PENSAR A AGIR É A MELHOR CONDUTA PARA QUEM QUER TRILHAR O CAMINHO DA RECUPERAÇÃO COM TRANQUILIDADE E SABEDORIA.

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Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

2 COMMENTS

  1. Tenho 1 filho de 28 anos,que se meteu nesse martírio desde 17 anos,vivo num mundo de medo e ansiedade.ja entebei 6 vezes,2 vezes incopulsorio.fazia 8 meses limpo.mais recaiu há 1 mês.nao sei mais o que fazer.So Ele e Deus agora.participo do grupo de apoio há 1 ano,já melhorei muito,mais não consigo fazer o desligamento emocional,e colocar meta é cumprir.

    • Olá, Sandra. Minha sugestão é que você não pare de frequentar os grupos e, se possível busque uma orientação profissional para que este
      desligamento emocional ocorra de uma forma mais serena. Força aí! Grande abraço, Guerreira.

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