PERTEN”SER”-SE para PERTENCER

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Sentir-se completamente livre é, acima de tudo, PERTEN”SER”-SE.

É inebriar-se de uma responsabilidade tão grande, que nem todos se arriscam a assumi-la.

É trilhar por um caminho sabendo exatamente onde se está e aonde se quer chegar, aventurando-se nas curvas da vida com equilíbrio e segurança. É sentir a alma leve, sem culpas ou desculpas. É seguir em frente com a mala vazia de ressentimentos (sentimentos não resolvidos) saboreando a sensação de dever cumprido consigo mesmo e com o próximo.


Sentir-se completamente livre é PERTENCER. É estender a mão a um amigo que sofre, fazer cafuné na mãe que envelhece, segurar a mão de alguém que precisa de carinho e atenção, escolher a companhia de um idoso solitário, sem nenhuma pressa de se doar.

É extasiar-se de satisfação, respeitando os próprios limites e os espaços alheios. É promover a união, praticar o perdão e buscar mansidão. É fazer boas escolhas, se afastando do nocivo, trazendo para dentro do seu coração sabedoria e paz.

Sentir-se completamente livre é chorar quando o peito aperta de saudade, sorrir quando os pensamentos viajam naquelas boas lembranças que só nós sabemos e vivemos. É permitir-se trancar no quarto e fazer uma oração por aqueles que se destroem nas drogas, por aqueles que amam demais e são amados “de menos” e por aqueles que sofrem diariamente com o terrível peso do preconceito.

Não existe prazer maior do que a sensação de perten”SER”-se. Por isso, celebre… e deixe-se levar pela suave brisa da liberdade que hoje te acolhe, adormeça tranquilamente em seus reais e sóbrios sonhos, navegue serenamente pela vida, sentindo a leveza de sua alma, a beleza de seus dias, a cor, o sabor e o bom perfume que a recuperação exala.

Sentir-se completamente livre é sair por aí cantarolando, distribuindo flores em gestos, calor nas palavras e suavidade no coração. E no final de tudo descobrir que o tempero da vida se aprimora na medida em que se pratica a doação. É abraçar o “Só Por Hoje” como meta e resgate de vida, não se esquecendo de levar consigo a alegria e o prazer de PERTENCER, que só é possível quando se descobre que a verdadeira liberdade só é alcançada se o PERTEN”SER”-SE vier em primeiro lugar.

É…
Ser completamente livre é inebriar-se de uma responsabilidade tão grande, que nem todos se arriscam a assumi-la.

 

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Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

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