VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

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Medo, um sentimento natural que nasce quando nos surgem estímulos reais, ameaçando nossa integridade física, emocional, moral ou social,  trazendo frequentemente um sentimento de desamparo.

Sua função é sinalizar que existe um perigo e normalmente identificamos onde este perigo se encontra. É uma defesa que todos nós temos para não nos expormos a situações reais de risco, sem proteção e cuidados. É o sinal amarelo de um semáforo que pede atenção e cautela.

Ignorá-lo é se colocar exatamente no alvo dos perigos. Negá-lo é o mesmo que negar a própria capacidade em defender-se, dizendo de forma simbólica a si mesmo que não existe nenhum tipo de ameaça. Bloqueá-lo ou evitar senti-lo é um convite para um sentimento ainda mais intenso, que poderá levar a uma  imobilização diante de alguns fatos e acontecimentos.

Aquele que sufoca seu próprio medo gasta grande parte de sua energia neste movimento e retira de si a percepção necessária para lidar com os desafios externos inevitáveis, não reunindo forças necessárias para combater suas fragilidades momentâneas e humanas.

É preciso converter o medo em garra para lutar a favor da segurança pessoal, sem contudo, enfrentar situações de risco real de peito aberto, “entrando de cabeça” na ameaça e o no perigo; e entendê-lo como uma oportunidade para o desenvolvimento de estratégias mais adequadas de crescimento e proteção.

TRANSFORMAR O MEDO EM UM ALIADO E NÃO VÊ-LO MAIS COMO UM INIMIGO É A NOSSA MELHOR ESCOLHA. É MOVIMENTAR-SE A FAVOR DE NOSSA PRÓPRIA VIDA.

Mas, se no entanto ele se tornar tão poderoso a ponto de levá-lo a fortes dores e sofrimentos emocionais e físicos, não desista.  Muitas vezes descobrir o que o medo simboliza e representa em nossa vida é mais profundo do que se pode imaginar.

Em alguns casos, para explorá-lo e chegar a estas respostas com mais segurança, uma ajuda profissional torna-se necessária. Não precisamos deixar o medo nos ocupar e se tornar do tamanho ou maior que nossa sua própria vida. Este é um caminho perigoso, pois paralisa o desenvolvimento de estratégias adequadas para sentirmos confiantes.

Existem técnicas muito eficazes neste sentido, principalmente na abordagem cognitivo-comportamental ou racional-emotiva que visam, de uma forma relativamente breve e objetiva, modificar reações emocionais intensas, suavizando ou eliminando comportamentos paralisantes e prejudiciais.

 

 

 

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Olá! Sou Marília Teixeira Martins, psicóloga clínica há 36 anos. Atendo adolescentes e adultos em meu consultório em Belo Horizonte de forma presencial e, a convite da Plataforma da Psicologia Viva, realizo atendimento online, devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Acredito que cada um de nós, em seu processo de crescimento e busca interior, é capaz de desenvolver todo o seu potencial na resolução de problemas e dificuldades que a vida nos apresenta. Assumir a responsabilidade por nossa própria evolução nos colocando como o primeiro e único responsável por nossas atitudes, escolhas, sentimentos e por nossa própria vida é trabalhoso, mas com certeza nos leva a uma compreensão maior e mais fiel de como nos relacionamos conosco e com os outros. Como profissional da área de saúde entendo que o meu papel e dever em relação às pessoas que me procuram é motivá-las e direcioná-las ao seu autoconhecimento e amadurecimento de forma responsável, incentivando-as a buscar o comprometimento com sua própria evolução e crescimento emocional, condição “sine qua non” para uma vida harmoniosa e serena. Durante longos anos trabalhei em Comunidades Terapêuticas abordando o difícil mal da humanidade: a dependência de álcool e outras drogas. Em consultório, trabalho com os próprios dependentes químicos (adictos) desde sua rendição e pedido de ajuda, passando por todo o processo efetivo de recuperação e pela constante sombra da recaída… Até sua libertação dos químicos. Como uma criança que nasce e passa por vários estágios até seu completo caminhar, o dependente químico que quer vencer alcança sua sobriedade e recuperação. Resgata a dignidade perdida em função de uma doença tão devastadora, deixando de ser o “escolhido”, abraçando com muita dignidade e garra sua liberdade em “escolher”. Conheço de perto a luta que enfrentam. Portanto, a todos que optaram por sua sobriedade e recuperação e àqueles que ainda não optaram, mas estão a caminho, recebam o meu profundo respeito e admiração. Atendo também familiares de dependentes químicos que costumam não saber lidar com a adicção de seu afeto e, por isso, apresentam comportamentos disfuncionais e adoecidos. Falar sobre este tema exige cautela. Por outro lado, tornou-se um desafio em minha vida. Costumo dizer que eu não o escolhi, o tema me escolheu. Mas, por que e para quê? Confesso que durante muito tempo busquei respostas para esta indagação pessoal e, por mais incrível que possa parecer, ainda não as encontrei. Resolvi então me entregar ao “chamado” e agir. Um desafio, um sonho, uma realidade. Através de minhas experiências profissionais publiquei um livro dirigido principalmente àqueles que buscam ou navegam em direção à libertação das drogas, reinventando suas histórias e resgatando suas próprias vidas. Escrevê-lo foi mais do que um simples ensaio. Foi um exercício poético de liberdade e um convite à reflexão e à ação. Escrevi ainda um segundo livro, ainda não publicado, devido às inúmeras atividades profissionais por mim abraçadas, mas que vocês terão a oportunidade de conhecê-las através deste blog. Quem sabe juntos conseguiremos alcançar aqueles que tanto precisam de ajuda? Além de atuar em diversos diagnósticos clínicos, dou supervisão clínica para psicólogos, auxiliando-os na condução de seus atendimentos. Ministro palestras em grupos de mútua-ajuda como Alcoólicos Anônimos (A.A.), Al-lanon (para familiares de dependentes químicos), em escolas de ensino fundamental e médio, trabalhando com os alunos principalmente a prevenção da doença. É um prazer recebê-los. Vocês são os meus convidados. Podem entrar, a casa é nossa! Marília Teixeira Martins Psicóloga Clínica

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